I will wear the sun ancient light through these woods. Woods that I walk through alone.I will take my rest with all creatures who dwell, under the smallest of green. I‘ll remain no more than is required of me until the spirit is gone. I will long to see all that waits to be known and all that will never be known.

Enter the core of nature, no earthly mind can enter. But I will wear the sun, bound to others.

We see many things.

despertar

Depois de todo esse tormento, fiz questão de abrir os olhos quando ouvi o primeiro alarme disparar,  enquanto avistava com um dos meus olhos os primeiros filetes dos raios de sol que entravam pela janela hoje logo de manhã. Essa história de acordar sem vontade andou desconcertando meus passos, minimizando minhas criações e alimentando toda essa falsa aspiraçao desacreditada. É que ando precisando prolongar o que impulsiona a alma, o que traça um caminho justo, de sorrisos e cores. Provar a existência dos meus sonhos e utopias em espaços da realidade. Valorizar tudo aquilo que tem feito sentido no meu universo.

Você.

Preciso retomar estes meus sentimentos embaralhados e, consequentemente te reencontrar em mim. Organizar o amor que já existe, mas que insiste em oscilar por dentro todas as vezes que o vento sopra contra o destino

De agora em diante acordarei assim, todo os dias. Avante à estrada e duas fitas amarelas me guiando em continuação para um infinito pleno. O nosso infinito pleno.  Que essa vida trate-se de despertar. Porque sono é perda de tempo. E perder tempo nos tempos de hoje, é simplesmente não querer abrir os olhos para os dias de amanhã.

his eyes became my eyes
his wings they were my lead
the blackbird in the sky
the shade before my feet

“find all that you love”
he said only with his eyes
“find all that you love” 
he said only with his diamond eyes

only with you

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lalibela

toda noite ela abre a janela do quarto antes de dormir só para pedir mais um pedacinho de céu azul.

Existe todo um universo em mim que não cabe em nada que seja apalpável, tanto que já pensei em ver folhagens no reflexo do espelho, bem de pertinho, e não consegui. Talvez seja por isso que goste tanto de janelas. Abrir cada uma, é como despertar sonhos, e ver no céu todas as nossas vontades desenhadas em raios de sol. É exatamente nessas horas de corpo fraco, que a alma resplandece.

ah, porque eu sou tímida.

“— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

— Ah. Porque eu sou tímida.”

‎”E eu mentiria se não dissesse que a vertigem vira movimento… Caluniaria juntamente com as utopias filosóficas de outrora se não dissesse que para movimentar, é preciso primeiro a vertigem. Sim, mentiria. Mas é preciso que se diga, é preciso que se contente, é preciso que se oriente. O corpo pede que sintamos. A pele pede que tiremos dela o lixo tóxico dos amores (ou desamores) não-vividos de ontem. A pele pede ar. E isso é bem verdade - mais do que sentir - a pele pede respirar. Quando o ar falta, a vertigem vem. E dela sai toda a podridão do ser desolado e inquieto. A quietude, a leveza, pressupõe movimento e não a paz inerte dos confortáveis desconsolos e consolos do lar. Novamente, é preciso que se entonteça, que se perca os sentidos. É preciso esvanecer para que se sinta. Acaso não sabeis que é preciso que se sinta, para sentir novamente?”